António Serrano salientou, à margem de uma visita ao Salão do Vinho, Pescado e Agro-Alimentar (SISAB), que «2009 é comparado com um ano óptimo que foi o de 2008» e que existem várias razões para o decréscimo das capturas, entre as quais as más condições climatéricas e as paragens obrigatórias para a manutenção das espécies, negociadas no ano passado com a Comissão Europeia.
As estimativas de desembarque da Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura, citadas pelo jornal Público, prevêem uma redução de 13,6 por cento no volume total de peixe descarregado nos portos nacionais.
O ministro da Agricultura assinalou, por outro lado, que apesar de a frota pesqueira ter vindo a diminuir nos últimos anos houve um aumento da produtividade e uma subida de 3 por cento no preço médio do peixe.
«A sustentabilidade do sector não está ameaçada», frisou, acrescentando que «a eficácia da cadeia de abastecimento tem vindo a melhorar» e que o sector está mais profissionalizado.
O governante lembrou também que os níveis de captura têm diminuído devido à necessidade de manter as reservas pesqueiras, o que tem impulsionado a aquicultura, que representa já mais de metade do peixe consumido.
«A actividade está em crescimento em Portugal e queremos quintuplicar em dois ou três anos», afirmou António Serrano.
O ministro destacou que Portugal «tem condições muito boas [para a aquicultura], sobretudo no Algarve».”
