Publicado por: pongpesca | 2009/11/25

Consumo sustentável na mão dos consumidores

“Comprar, comprar, comprar… Este é um dos mandamentos que reinam nas sociedades capitalistas. Mas quando confrontados na hora de escolher um produto quais os factores que nos levam a tomar uma decisão? Pensaremos nós se o produto que estamos prestes a comprar é ambiental e eticamente responsável e sustentável? Para ajudar a pensar nestes temas decorre, entre 23 e 29 de Novembro, a Semana do Consumo Responsável.
As actuais preocupações com o aquecimento global, a eficiência energética, ou o respeito pelo ambiente, despoletaram um processo de mudança no sentido de uma maior sustentabilidade dos sistemas, e o sistema de produção e consumo não é excepção.
Considerando as tendências projectadas para os países desenvolvidos, o relatório «Talk the Walk – Advancing Sustainable Lifestyles through Marketing and Communications», elaborado pela Utopies, uma consultora em desenvolvimento sustentável, pela UNEP (United Nations Environment Programme) e pela UNGC (United Nations Global Compact), em Dezembro de 2005, alerta para a necessidade de se operar a «desconexão absoluta» com o estilo de vida actual, de modo a permitir uma redução do impacte ambiental, isto apesar dos aumentos globais de população e consumo per capita.
Consumidor, o último elo da cadeia
Quando compramos qualquer produto, para além de satisfazer um desejo ou uma necessidade, estamos a participar economicamente no processo de produção desse produto: somos nós, consumidores, o último elo da cadeia. «O consumo responsável leva a que nos informemos sobre esse processo, para avaliar se queremos ou não colaborar com ele. Além da qualidade podemos ter em conta factores ambientais e sociais, implicados em cada produto/produção», lembra a Cores do Globo, associação que promove desde 2001 o comércio justo.
O consumo responsável consiste em ter em conta estas repercussões no momento de fazer diferentes opções de consumo. De acordo com a associação, «a ideia base que deve presidir a um consumo responsável é ter em conta o impacte social, cultural e político na sustentabilidade das sociedades e encontrarmos uma solução: consumir com consciência da proveniência, qualidade e condições da produção, ou seja, consumir sem destruir».
Cotas de mercado deixam a desejar
O mercado mundial de produtos verdes é considerado como estando, de modo geral, estabelecido e em expansão, havendo indícios do interesse do produtor e do consumidor.
São cada vez mais as empresas que anunciam o lançamento de produtos verdes. A Philips, por exemplo, aumentou em 33 por cento as suas vendas de produtos verdes em 2007, nos três sectores de actividade da empresa – cuidados de saúde, iluminação e produtos de consumo.
De qualquer modo, as quotas deste mercado são na generalidade baixas, representando os produtos alimentares com rótulo ecológico menos de 5 por cento das vendas na Europa, apesar do esforço que tem sido feito para tornar os esquemas de rotulagem ecológica mais eficazes e eficientes. Na maioria dos países as fatias de mercado dos produtos verdes dificilmente excedem os 4 por cento.
A razão, diz o relatório «Talk the Walk», é que sem economias de escala, os grupos comerciais não fazem lucros suficientes através dos produtos verdes de modo a justificar investimentos em larga escala.
«As campanhas para a diminuição dos volumes consumidos são raras e dificilmente beneficiam de uma robusta monitorização, de modo a aferir os reais impactes nos padrões de consumo», completa.
O consumo sustentável pressupõe o uso de serviços e produtos relacionados que respondem às necessidades básicas e proporcionam uma melhor qualidade de vida, enquanto minimizam o uso de recursos naturais e materiais tóxicos, bem como emissões, resíduos e poluentes ao longo do ciclo de vida, de modo a não comprometer as necessidades das gerações futuras.
20 dicas para um consumo responsável no dia-a-dia:
1- Consumir menos e melhor;
2- Eleger produtos reciclados e de lojas de segunda mão, em vez de comprar tudo novo;
3- Consumir e oferecer presentes de comércio justo;
4- Aprender a decifrar rótulos;
5- Questionar as lojas e empresas sobre a origem e o modo de produção do que vendem;
6- Dar preferência ao comércio local e tradicional, privilegiando o bairro onde mora;
7- Adoptar uma alimentação com mais vegetais e cereais e menos carne;
8- Preferir alimentos orgânicos, de produção local e com pouca embalagem;
9- Usar transportes públicos, bicicleta ou andar a pé;
10- Não comprar produtos de cosmética, higiene e limpeza testados em animais;
11- Comprar electrodomésticos eficientes;
12- Consumir produtos de agricultura sem pesticidas de síntese;
13- Diminuir o uso de químicos e detergentes, escolher produtos ecológicos;
14- Preencher os impressos de reclamação/sugestão nas lojas;
15- Exigir dos fabricantes a reparação, a reciclagem e o repensar dos equipamentos;
16- Aderir ao Dia Sem Compras ou Dia da Não Publicidade pelo menos uma vez por ano;
17- Estender todas as boas práticas ao seu trabalho e empresa, nas férias e nas viagens;
18- Recusar a publicidade e pensar duas vezes antes de comprar;
19- Boicotar, não consumindo marcas de empresas insustentáveis;
20- E apreciar o que o dinheiro não compra.” 

 Fonte: Portal Ambiente Online – 24 de Novembro de 2009


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