Publicado por: pongpesca | 2009/12/15

Sindicato dos pescadores exige urgência na construção de porto de abrigo na Trafaria

“A delegação da Costa da Caparica do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul considera «imperiosa» e «urgente» a construção de um porto de abrigo para a pesca artesanal na Trafaria, Almada, sublinhando que existem 150 embarcações à deriva.

«Sempre que há previsões de mau tempo, como agora, os barcos de maiores dimensões desta margem do Tejo vão passar uns dias à doca espanhola [a Doca da Rocha de Conde de Óbidos], entre Alcântara e o Cais do Sodré, porque a Trafaria não tem condições», afirmou o presidente do Sindicato, Lídio Galinho.

«Neste momento utilizamos um ancorador sem quaisquer condições na Trafaria, em vez de um porto, e uma lota obsoleta e provisória, que pertence à Docapesca. Desde 2004 que se aguardam desenvolvimentos sobre a construção de um porto para os pescadores», acrescentou.

«Existem 150 embarcações à deriva», argumentou, defendendo que «os pescadores precisam que seja urgentemente construído um porto de abrigo na Trafaria, entre os silos e a ponte da NATO, bem como as infra-estruturas que lhe estão adjacentes: a lota, a bomba do gasóleo, as arrecadações para guardar os apetrechos de pesca».

Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas afirmou que «com a finalidade de melhorar, no muito curto prazo, as condições bastante deficitárias de descarga e transporte para a lota e do leilão do pescado” naquela zona, a Administração do Porto de Lisboa (APL) colocou um pontão flutuante e refez o talude e zona de passagem do pescado para a lota».

Para o sindicato, «tratou-se de um remendo, longe do que foi prometido aos pescadores, e longe das suas necessidades».

«O que o Porto de Lisboa fez deixou-nos pior do que estamos. O Governo, através da APL, arranjou-nos um gueto. Somos trabalhadores honestos e queremos condições para trabalhar. A Lota da Trafaria continua a ser a mesma barraca sem condições», afirmou Lídio Galinho.

Para o Ministério, «um investimento desta envergadura [do porto de abrigo para a pesca artesanal na Trafaria] tem de ter em atenção as especificidades das obras marítimas, os acessos, a razoabilidade do investimento e em especial a sua integração na rede de lotas da Docapesca que se encontra neste momento a ser reorganizada».”

Fonte: Lusa / SOL – 15 de Dezembro de 2009


Responses

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