Publicado por: pongpesca | 2010/03/03

Pesquisa identifica processo de contaminação de peixes oceânicos por mercúrio

Atum. Foto: National Geographic
Atum. Foto: National Geographic

“Nos últimos anos vem crescendo o índice de contaminação por mercúrio do atum e de outras espécies oceânicas, o que pode significar um novo risco à saúde pública, em razão do consumo de peixe contaminado. A questão principal, até agora, era identificar a fonte da contaminação.

Um novo estudo [Stable Isotope (N, C, Hg) Study of Methylmercury Sources and Trophic Transfer in the Northern Gulf of Mexico] publicado na revista Environmental Science & Technology utilizou as assinaturas químicas de nitrogênio, carbono e mercúrio tentar encontrar uma resposta. O trabalho também abre caminho para novos meios de controle das fontes de intoxicação por mercúrio em pessoas.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Michigan, Harvard School of Public Health, da Universidade da Louisiana Marine Consortium e do Instituto Nacional de Pesquisas em Nutrição e Frutos do Mar da Noruega.

O mercúrio é um elemento que ocorre naturalmente na natureza, mas, a ação humana, incorpora, a cada ano, mais de 2.000 toneladas, a partir de usinas termelétricas a carvão, incineradores industriais e industrialização cloro. Depositado no solo ou na água, o mercúrio é, através de microorganismos, convertido em  metilmercúrio, uma forma altamente tóxica que se acumula nos peixes e os animais e, por consequência, nas pessoas que deles se alimentam.

Nos EUA o consumo de peixes costeiros e mariscos compõem as principais fontes de contaminação de pessoas, cujos efeitos sobre a saúde incluem danos ao sistema nervoso central, coração e sistema imunológico, As crianças e nascituros são especialmente vulneráveis a problemas de desenvolvimento.

No estudo atual, os pesquisadores identificaram que o atum e outros peixes do oceano aberto são contaminados, principalmente, a partir da cadeia alimentar, iniciada nos peixes costeiros, de águas rasas, diretamente expostos às principais fontes de contaminação.

Outros estudos já demonstraram que as zonas costeiras sofrem uma crescente contaminação por mercúrio e, se o processo mantiver a curva de crescimento, é plausível supor que a contaminação dos peixes oceânicos também será crescente. E, por consequência, maior risco à saúde pública.

O artigo apenas está disponível, em acesso integral, aos assinantes da revista Environmental Science & Technology.”

Fonte: EcoDebate – Henrique Cortez – 3 de Março de 2010


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