Publicado por: pongpesca | 2010/03/08

Apanha selvagem de isco põe ria em perigo

“Investigadores preocupados com centenas de espécies marinhas.

A apanha selvagem na ria de Aveiro de casulo utilizado como isco para a pesca está a pôr em risco de existência mais de duas centenas de espécies que vivem na laguna, alertam biólogos da Universidade de Aveiro que defendem uma “exploração sustentada”.

Mais de duas centenas de vermes invertebrados considerados essenciais para a existência de vida marinha na ria de Aveiro estão em risco pela apanha selvagem como é feita a do casulo, utilizado para isco de pesca, segundo Ana Rodrigues, bióloga da UA.

Aquela investigadora da UA mostrou-se preocupada pela maneira como é apanhada a diopatra neapolitana designação cientifica dada ao casulo que é feita na baixa mar.

“Ao utilizaram pequenas enxadas revolvem tudo e há muitas espécies que não só casulo que acabam por morrer”, considera Ana Rodrigues que juntamente com Vítor Quintino e Adilia Pires descobriu recentemente no canal de Mira da ria de Aveiro um novo verme marinho. Foi durante a realização do estudo que levou à descoberta da “Diopatra micrura”, um verme marinho semelhante ao casulo, que os investigadores se deram conta da situação. A investigadora recordou ao JN que a vida marinha praticamente desapareceu em certas zonas do Mediterrâneo, mormente na Turquia devido à apanha selvagem do casulo.

“Aqui também há esse risco se a apanha não for devidamente regulada e fiscalizada”, sublinhou Ana Rodrigues que lembrou que os “invertebrados constituem alimentos de peixes e aves”. “Se não houver uma exploração sustentada a diversidade da ria está em risco”, sublinhou.

Não há dados sobre a quantidade de casulos que são apanhados na ria de Aveiro. Em estudo de 2005 dos investigadores da UA, Teresa Cunha, Andreia Hall e Henrique Queiroga, realizado no canal de Mira entre Maio de 2001 e Abril de 2002, indica que anualmente são retirados cerca de 45 toneladas de casulos envolvendo cerca de 330 mil euros resultantes da sua venda.”

Fonte: Jornal de Notícias – 8 de Março de 2010

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Responses

  1. Sim, criticam apenas a apanha do casulo.
    E a apanha do berbigão que destroi tudo com as novas técnicas que usam??
    Ou a apanha das Navalhas ??’
    Simplesmente acho mal isto, pois ainda na semana passada fui à ria e era impossivel apanhar fosse o que fosse, pois estavam mais de 10 bateiras no meio da ria na maré baixa, e mais de 50 pessoas ao berbigão..
    Isto está muito mal feito….

    • Efectivamente podemos constatar que muitos dos ataques que estão a ser feitos à natureza, são fruto do desemprego, pois não acredito que que muitos apanhadores se tivessem um emprego, andassem a apanhar iscos, ou marisco.
      Essa actividade ficaria para os pescadores de raíz que seriam fortemente fiscalizados.
      Agora com o desemprego como está, toda a gente tenta desenrascar-se, e ainda por cima com a legislação coxa que existe, acontecem estas situações.
      Em outros países pode apanhar-se marisco, isco, polvos, etc, com ferramenta só que é fixado o limite máximo de apanha que todos cumprem, e ai daquele que não cumprir. Aqui fazem-se as leis, depois não se cumprem pois não existem meiso humanos em número suficiente para controlar.

  2. Mais uma vez se aplica amáxima do PAGA O JUSTO PELO PECADOR!
    Será que um pescador de pesca lúdica que apanhe uns quantos casulos para uma tarde de pesca está a danificar o estuário? claro que não! quem o estraga são os ” profissionais ” da apanha do mesmo que na ansia de fazerem dinheiro não se preocupam com o dia de amanhã.
    Pescador de pesca lúdica não pode usar ferramentas para apanha de iscos; qualquer dia nem podemos pescar com cana, pois esta é uma ferramenta.
    Quando as leis são feitas por sapateiros, que antes deviam tocar rabecão, está tudo dito.


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