Publicado por: pongpesca | 2010/03/29

Parque Luiz Saldanha regista mais 220 novas espécies marinhas

Os investigadores do Biomares estão espantados com a biodiversidade do parque marinho

“Os investigadores do Biomares estão espantados com a biodiversidade do parque marinho.

São já 220 as espécies registadas nos últimos meses no Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, no Parque Natural da Arrábida (PNA), pelo projecto Biomares. Um número que eleva para 1320 as espécies descobertas desde 2007 e que surpreende até os investigadores, no terreno.

Numa altura em que se assinala o Ano Internacional de Biodiversidade, o trabalho de monitorização e protecção previstos quer pelo regulamento do plano de ordenamento do PNA, quer pelo programa coordenado pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve, é «um exemplo para outras zonas do país», afirma ao iMais o biólogo Miguel Henriques, do Parque Natural da Arrábida/Reserva Natural do Estuário do Sado (PNA/RNES).

Trata-se de uma zona monitorizada e «muito bem identificada» pelas equipas de cientistas que desde 2007 investigam a zona. «Pensávamos que já tínhamos quase fechado o registo das espécies, mas foram surgindo muitas mais à medida que se desenvolviam as pesquisas, a reposição das pradarias marinhas e a regulação das actividades de pesca», revela o biólogo, ao adiantar que actualmente o Parque Marinho é considerado um hot spot de biodiversidade a nível europeu.

Em cerca de 50 quilómetros quadrados «regista-se um nível de biodiversidade» muito acima do esperado, adianta Miguel Henriques, para quem o futuro desta zona está intimamente ligado à continuidade das investigações e intervenções que têm sido feitas. Por isso, depois de quatro anos de trabalho e 2 milhões de euros investidos, o projecto se prolongue para além de 2010.

«Isto é a prova de que se pode fazer bem nesta área, pelo que gostaríamos de ver este trabalho repetido em todo o país», através da criação de outros parques marinhos de modelo similar, adianta.

O aumento da biodiversidade agora anunciado inclui 37 espécies de peixes, 21 de crustáceos, o mesmo número de bivalves, 76 espécies de poliquetas e quatro de equinodermes.

Das espécies de peixes, 11 são do grupo dos tubarões e raias, vulneráveis à sobrepesca.

Duas das espécies que constam nos novos registos, o cação-liso e o cação-perna-de-moça estão mencionados na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas do IUCN (International Union for Conservation of Nature).

Uma outra espécie, a raia-branca, está na mesma lista com o estatuto de «Em perigo». Muitas outras espécies observadas no Parque têm elevado valor comercial, como o tamboril e o pregado. Os biólogos afirmam que a protecção destas espécies tem particular importância pois existem indícios de declínio destas populações.”

Fonte: iMaris – 26 de Março de 2010


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