Publicado por: pongpesca | 2010/10/29

Greenpeace Internacional lança relatório a avaliar os resultados globais e nacionais da campanha do peixe

Download the report“No âmbito da 10ª reunião dos países signatários da Convenção sobre Diversidade Biologica, a Greenpeace lança o seu relatório “Defensores dos Oceanos”, que mostra como a pressão dos consumidores tem incentivado retalhistas a adoptar práticas de comercialização de peixe responsáveis, alterando assim substancialmente a dinâmica dos mercados de peixe.

Com 75% dos recursos pesqueiros sobre-explorados, explorados no limite ou mesmo esgotados e perante a inacção dos responsáveis políticos e a indiferença da indústria pesqueira, a Greenpeace virou-se para outro interveniente poderoso no mercado de peixe: o retalhista. Como intermediários entre a indústria pesqueira e os consumidores e com uma capacidade de resposta muito mais célere, os retalhistas estão na posição ideal para influenciar não só os mercados como os governos e liderar a mudança.

A reviravolta observada nos 5 anos de campanha internacional da Greenpeace dirigida a consumidores e retalhistas foi surpreendente. Vários grandes retalhistas revelaram-se defensores dos oceanos, efectuando mudanças na maneira de comprar e vender peixe que envergonham a atitude “business-as-usual” de muitos responsáveis políticos e representantes da indústria pesqueira. Em alguns países, como Áustria, Canadá e Holanda, as espécies de peixe mais ameaçadas foram completamente eliminadas das prateleiras. Várias dezenas de retalhistas pelo mundo fora adoptaram políticas de pescado responsável, escolhendo criteriosamente o peixe que vendem, obrigando os seus fornecedores a cumprir com exigências de rastreabilidade e sustentabilidade e ajudando os seus consumidores a fazerem escolhas responsáveis.

Também em Portugal, o país da União Europeia com o consumo de peixe per capita mais elevado, o mercado não ficou atrás. Quatro dos seis maiores retalhistas (Lidl, Sonae, Auchan, Dia) adoptaram uma política escrita de pescado responsavel, três deles começaram a eliminar o peixe insustentável das suas prateleiras (Lidl, Auchan, Sonae) e estes últimos três também estão a melhorar a informação disponível sobre o peixe à venda nos seus supermercados.

Em 2010, o conceito do peixe sustentável deixou assim de ser uma opção, revelando-se o caminho a seguir para o sector de pescado. Os consumidores já esperam nada menos dos seus supermercados do que lhes ofereçam peixe que tenha em conta o futuro das nossas reservas marinhas e dos nossos oceanos. Face a esta mudança de atitude da parte de consumidores e retalhistas e a atenção dada ao tema na sociedade civil, a legislação actual mostra-se desadequada, estando baseada em critérios mais fracos do que agora adoptados pelos retalhistas progressistas. Os responsáveis políticos terão de subir a barra de forma a tornar a competição entre negócios sustentáveis e negócios insustentáveis mais justa para os primeiros.

Em anexo juntamos o relatório internacional “Defensores dos Oceanos”. Para Portugal, a Greenpeace preparou um relatório digital (disponível aqui: http://www.greenpeace.org/portugal/pt/), com as mudanças observadas nos três anos que a campanha esteve cá.

Esperamos que a leitura vos inspire para continuar o bom trabalho realizado até agora! Para vocês, não precisamos de repetir que os oceanos merecem o empenho de todos para assegurarmos a sua saúde e a preservação dos seus preciosos recursos, mas continuem connosco a espalhar a palavra!

Chegado o fim do projecto de três anos que a Greenpeace teve a oportunidade de implementar em Portugal e com o movimento pela sustentabilidade do sector do peixe agora imparável, vamos encerrar a frente activa da campanha dos oceanos em Portugal. No entanto, a Greenpeace Internacional continuará a monitorizar os efeitos da campanha no país, enquanto analisa formas de alargar a sua capacidade de actuação a outras campanhas relevantes para Portugal.

Agradecemos  a V. colaboração e apoio à campanha da Greenpeace e esperamos que continuem a elevar a V. voz em defesa dos oceanos!”

Ver relatório aqui

Fonte: Greenpeace – 28 de Outubro de 2010


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